28 de set. de 2018

Doutrina Social da Igreja: eleições livres, uma forma de controle de qualidade dos representantes do povo

"No sistema democrático, a autoridade política é responsável diante do povo. Os organismos representativos devem estar submetidos a um efetivo controle por parte do corpo social. Este controle é possível antes de tudo através de eleições livres, que permitem a escolha assim como a substituição dos representantes. A obrigação, por parte dos eleitos, de prestar contas acerca da sua atuação, garantida pelo respeito dos prazos do mandato eleitoral, é elemento constitutivo da representação democrática" 
(Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 2004, n.º 408b)

9 de set. de 2018

A polarização política, uma triste realidade...


“A maior tristeza é ver tantas pessoas estudadas que defendem a diversidade, mas se indignam diante das diferenças como se só sua ideia fosse a verdadeira... Eu me pergunto: por que vejo pessoas detonarem quando alguma celebridade / algum líder religioso ou social toma alguma determinada posição diversa da sua, mas quando é a favor, nada acontece, pelo contrário, aplaudam a mesma atitude?  Quais são os critérios? Nenhum, porque exclusivamente o próprio umbigo não é referência democrática. Sinal de que os altamente instruídos (ou não) muitas vezes se orientam por aquilo que condenam: a imposição do pensamento único (uma pedra na democracia) – uma espécie de ditadura às avessas, pois está recheada de discursos eloquentes sobre a democracia. 
Mais uma vez, a educação é tudo! Sem isto, continuaremos os polos continuarão em guerra, infelizmente também nos mais altos níveis de (des)educação.”

29 de ago. de 2018

Observatório Social - um modo de exercer a cidadania!


Ficar o dia inteiro diante de um computador espalhando informações sem fonte segura sobre os salários e outros gastos dos políticos é fácil...
Difícil é levantar do sofá e engajar-se para melhorar o uso do dinheiro do cidadão...
Além disso, qualquer um pode colocar números num papel, só os cidadãos conscientes prezam por fontes seguras... Porque, enfim, notícias falsas não só difamam o outro, mas revelam a falta de caráter de quem as compartilha. 

Não sabe como?
Que tal conhecer e se engajar em instâncias como o observatório social
Pesquise: https://osbrasil.org.br/

14 de ago. de 2018

Lei eleitoral - cidadão consciente!

Pode ser interessante se indignar se o próprio candidato não participa do debate. Não interessa o veículo de comunicação, o debate válido é aquele que segue as prescrições da justiça eleitoral. A lei eleitoral prevê participação somente daqueles que têm ao menos cinco representantes (partido ou coligação) no Congresso, sempre vai acontecer de novo: um candidato mais bem colocado nas pesquisas pode ficar de fora e outro menos, participa... O cidadão precisa se conformar com isso? Absolutamente, não! Mas não adianta agir na hora, é preciso engajar-se pela reforma da lei eleitoral entre uma eleição e outra e não somente às vésperas de cada eleição. Eis o desafio para os próximos anos... .fiquemos atentos! 

11 de ago. de 2018

Cidadão consciente

Há dois tipos de cidadãos desnecessários: aquele que reclama sentado no sofá e acha que o problema e dos outros e aquele que reclama no "calor da emoção", desrespeita, difama... e até se acha esperto.... Mas do cidadão consciente nenhuma sociedade pode prescindir: aquele que vê o problema, entende que ele próprio é parte da solução e toma a iniciativa correspondente: faz denúncia com provas, com respeito e insistência, acompanha o processo, une forças para que se resolva este problema e se criem mecanismos para que não se repita no futuro.

3 de ago. de 2018

A falsa "bondade"

Obrigaram os planos de saúde a oferecer gratuitamente determinados medicamentos... quem ganhou com isso? Os planos de saúde? Sim, porque até podem 'chorar', mas também justificar os aumentos... O governo? Sim, porque estes medicamentos saíram sob o guarda-chuva de suas responsabilidades.... Ganhou o cidadão? Aparentemente!!! Porque lhe cabe pagar os aumentos dos planos enquanto os impostos pagos não retornam em forma de medicamentos gratuitos fornecidos universalmente, independente de sua adesão a planos de saúde e, se o plano de saúde não precisa cobrir medicamentos já pagos pelos impostos, deve ser obrigado a adequar seus preços aos serviços efetivamente prestados.
Por que exigir do cidadão pagamento duplo enquanto o cidadão ver perfilar diariamente diante de seus olhos uma enxurrada de informações sobe desvios de dinheiro e toda sorte de corrupção?

2 de ago. de 2018

Pena de Morte - diversas posições. A Igreja Católica esclareceu:

Estava na hora de acertar o Catecismo (n. 2267) de acordo com o ensinamento da Igreja para dirimir qualquer dúvida a respeito da pena de morte. Uma importante "brecha", na teoria, pois na prática todos a ignoravam, abria a possibilidade de, em casos graves e devidamente elucidados, a prática da pena de morte como único meio possível para defender-se de agressor. Ora, é preciso diferenciar o agressor retirado do convívio social e sob tutela do estado (a quem se aplica a pena de morte) daquele livre e que pode colocar em risco a vida de alguém em condições imediatas e extremas (princípio da autodefesa).
Por isso, a Igreja ensina, no Novo Catecismo, à luz do Evangelho, que “a pena de morte é inadmissível, porque atenta contra a inviolabilidade e dignidade da pessoa, e se compromete, com determinação, em prol da sua abolição no mundo inteiro”.

19 de jul. de 2018

Sistema Único de Saúde - SUS - uma política de Estado?

Política de governo: plano próprio de cada novo governo. Política de Estado: política que transcende aos governos, cabendo a cada novo governo encontrar o melhor meio para fazê-las funcionar e dar-lhes continuidade. Mas o que dizer se alguém com função dirigente confunde "Política de Estado" com "Políticas dos Estados" da federação? O pior analfabetismo é o analfabetismo político nos meios autodenominados de "conhecimento"... A tempo: Senhores Políticos, o SUS é Política de Estado e não de governo. Então, cada governo deve estudar sua filosofia e promover seu pleno funcionamento, o resto é inconstitucional....

18 de jul. de 2018

Os meninos da Tailândia

Um cuidado especial foi dispensado aos meninos durante a coletiva de imprensa na Tailândia. Sim, perguntas filtradas visando o bem das pessoas. A sociedade precisa da informação e não do espetáculo da invasão de privacidade. 
Vejam, aquelas reportagens sobre situações trágicas. Por que perguntar a uma mãe diante do assassinato do filho: "Como a senhora se sente?" - Não é esta a típica espetacularização do óbvio? E o que se quer alcançar com isso? Números!!! Vender bem a notícia! Informar? Não. Porque bastariam dados objetivos com o distanciamento necessário ditado pelo bom senso e respeito pelo outro. A sociedade precisa de informações verídicas e análises que sejam educativas. Num acidente de trânsito, por exemplo, mais importante do que o sangue é analisar as causas, incluindo todos os determinantes, e aproveitar para educar a sociedade para a responsabilidade. Mas o que vende mais? Aqueles imagens largamente publicadas cujo titular não pode mais decidir se libera ou não, porque cada pessoa tem direito sobre sua imagem. 
Oxalá, os meios de comunicação voltem a ser "meios" com ética e responsabilidade e não "negócios" onde vale tudo para alcançar resultados financeiros sempre maiores.
Ah, a sociedade exige espetacularização para se interessar pela notícia? Sim, ela exige porque foi educada para isso, mas, com certeza, exigirá qualidade das notícias quando a educação for elevada de nível.... também pelas grandes empresas de comunicação.

3 de jul. de 2018

Bioética à luz da reflexão cristã católica...

"Há grupos e povos que são vulneráveis por suas condições cristãs sociopolíticas cotidianas ou por conflitos e guerras de natureza diversa. No entanto, esses indivíduos não podem ser encarados como meros objetos de grandes decisões políticas merecendo estar no centro dos debates bioéticos. os dilemas sobre as condições desfavoráveis de uma sociedade são ainda mais graves, já que tanto o cuidado preventivo relativo a efeitos nocivos quanto as intervenções posteriores implicam em muitas questões éticas [...]. Vale destacarmos que os vulneráveis, muitas vezes, são fruto de sociedades injustas e exclusivas e de economias liberais utilitaristas que geram pobres por exclusão socioeconômica e negam direitos fundamentais, mesmo que esses estejam garantidos em suas respectivas constituições."

(Hoss, Geni Maria. Bioética à luz da reflexão cristã católica. Curitiba: Intersaberes, 2018, p. 118.)